Apesar de ter origem remota, quem melhor descreveu o que é ‘Câmara Escura’ foi Leonardo da Vinci: “A imagem de um objeto iluminado pelo sol penetra em um compartimento escuro através de um orifício. Se colocarmos um papel branco do lado de dentro do compartimento, a alguma distância do orifício, veremos a imagem sobre o papel, com suas próprias cores, porém invertida”.
Essa descoberta, juntamente com a gana dos artistas em reproduzir a realidade, foi o que possibilitou o que hoje chamamos de fotografia. Na verdade a câmara fotográfica é uma ‘câmara escura’ em menor escala e com artifícios de correção e registro de imagens. Para constatarmos isso, basta observarmos qualquer câmera: são aparelhos fechados (compartimento escuro) e com um orifício (Lente) que possibilita a formação da imagem de tamanho menor e com as mesmas cores em uma superfície (Filme ou Chip de Captação nas digitais).
Para chegar ao estágio em que se encontra hoje, a fotografia precisou de passar por vários processos e diversas pessoas fizeram parte disso. No século XVII e XVIII foram feitos vários avanços na “Câmara Escura”, muito utilizada pelos pintores que procuravam diminuir as cenas reais, o que facilitava a pintura de seus quadros. Porém, esse aparelho ainda não tinha a condição de gravar imagens. Apenas no século XIX, com o desenvolvimento da química que se consegue registrar a primeira imagem, ou seja, a primeira foto, mas isso é assunto para o próximo post.

* Nos séculos XVII e XVIII a câmara foi aprimorada e diminuida. Ganhou lente, um espelho para desinverter a imagem e uma tampa de vidro para que os artistas pudessem enxergar a imagem do lado de fora.
**Em relação a imagem, falta um pano escuro que cobre a cabeça do pintor, sem ele seria impossível a formação da imagem.
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