27/05/2010

Como Nasce a Fotografia? (Parte 2)

Para retomar e dar procedimento ao texto anterior: vimos que a fotografia é produto de um aparelho chamado “Câmara Escura” que se utiliza de um princípio óptico para a formação de uma imagem em uma superfície. Vimos também que nos séculos XVII e XVIII esse objeto foi aprimorado pelas inovações tecnológicas da época e pela vontade dos pintores de retratar a realidade ‘tal como ela é’. Chegamos, então, ao século XIX em que é captada a primeira imagem, ou seja, surge a Fotografia.


Primeira Fotografia do Mundo (Paisagem da Janela - Niépce - 1826)


O crédito de inventor da fotografia é dado para o francês, Joseph Nicéphore Niépce (1765 – 1833), embora alguns cientistas tenham dado grandes contribuições. Se o aparelho já estava praticamente todo desenvolvido, faltava um suporte para a captação da imagem - uma espécie de papel fotográfico. Porém, no campo da química, a ciência caminhava a passos lentos. Ainda no século XVIII, Heirich Schulze, Giacomo Battista e Carl Wilhelm Scheese descobrem que algumas substâncias escurecem quando expostas a luz. Essa descoberta permitiu os experimentos do inglês, Thomas Wedgwood.

Experimentos de Wedgwood


Wedgwood molhava pedaços de couro em soluções de nitrato de prata (que escurecia quando exposto a luz). Em seguida, espalhava asas de insetos e folhas de plantas sobre o trapo e colocava o preparado sob o sol. O inglês conseguiu com isso, formar silhuetas que podiam ser vistas apenas a luz de velas. Caso a iluminação fosse maior, o couro escurecia inteiro. Faltava alguma substância que fixasse aquelas imagens. A partir disso, todas as pesquisas se voltaram para tal descoberta.

Niépce tem o crédito de produzir a primeira imagem fixada. Não que ele tenha descoberto o chamado Fixador, mas conseguiu por um processo diferente parecido com a litografia a captação da primeira imagem. Outro detalhe é que antes do cientista francês, a fotografia era negativa, ou seja, o que era branco virava preto e o que era preto virava branco. Niépce consegue a captação da imagem positiva, fiel aos tons. A primeira foto surge com um tema banal, ‘a paisagem da janela’ (1826), mas estava ali a descoberta que deu ao mundo a possibilidade de se captar qualquer imagem. (CONTINUA)

20/05/2010

Como nasce a fotografia? (Parte 1)

Sei que poucos se lembram, mas muitos já aprenderam o princípio básico da fotografia. Em qualquer ensino médio os professores de física ensinam uma matéria chamada Óptica, que fala sobre os fenômenos luminosos. Vamos esquecer por enquanto esses princípios e nos centrar mais no que interessa. Lembra de algo chamado “Câmara Escura”? Se sim, já respondo a pergunta que dá título ao texto: é daí que nasce a fotografia. Se não, vale dar uma relembrada.

Apesar de ter origem remota, quem melhor descreveu o que é ‘Câmara Escura’ foi Leonardo da Vinci: “A imagem de um objeto iluminado pelo sol penetra em um compartimento escuro através de um orifício. Se colocarmos um papel branco do lado de dentro do compartimento, a alguma distância do orifício, veremos a imagem sobre o papel, com suas próprias cores, porém invertida”.

Essa descoberta, juntamente com a gana dos artistas em reproduzir a realidade, foi o que possibilitou o que hoje chamamos de fotografia. Na verdade a câmara fotográfica é uma ‘câmara escura’ em menor escala e com artifícios de correção e registro de imagens. Para constatarmos isso, basta observarmos qualquer câmera: são aparelhos fechados (compartimento escuro) e com um orifício (Lente) que possibilita a formação da imagem de tamanho menor e com as mesmas cores em uma superfície (Filme ou Chip de Captação nas digitais).


Para chegar ao estágio em que se encontra hoje, a fotografia precisou de passar por vários processos e diversas pessoas fizeram parte disso. No século XVII e XVIII foram feitos vários avanços na “Câmara Escura”, muito utilizada pelos pintores que procuravam diminuir as cenas reais, o que facilitava a pintura de seus quadros. Porém, esse aparelho ainda não tinha a condição de gravar imagens. Apenas no século XIX, com o desenvolvimento da química que se consegue registrar a primeira imagem, ou seja, a primeira foto, mas isso é assunto para o próximo post.


* Nos séculos XVII e XVIII a câmara foi aprimorada e diminuida. Ganhou lente, um espelho para desinverter a imagem e uma tampa de vidro para que os artistas pudessem enxergar a imagem do lado de fora.

**Em relação a imagem, falta um pano escuro que cobre a cabeça do pintor, sem ele seria impossível a formação da imagem.

08/05/2010

Filosofando: O que é fotografia?



Desde a pré-história o homem preocupa-se em retratar a realidade a qual ele pertence. Basta lembrarmos que a arte rupestre (aquela das cavernas) tentava imitar o mundo e os seres que nele viviam. Com o passar dos anos, inventaram-se outras maneiras de representar a realidade, como a escrita, a pintura, a música e também a fotografia.


Daí, tiramos o primeiro conceito de fotografia. Ela seria uma tentativa de cópia da realidade ao nosso redor. Porém esse seu objetivo é inalcançável, o que faz essa noção cair por terra. O que seria fotografia então? Eu respondo que fotografia é uma “Escolha”. Isso pode ser completo, mas infelizmente não é explicativo. Porém será preciso mais algumas linhas para um melhor detalhamento.


A primeira parte da explicação consiste em dizer que não existem meios de representação da realidade que a copie fielmente. Por quê? Porque a realidade inexiste, o que pode parecer um pouco paradoxal. Simplesmente o que “eu vejo” não é o que “você vê”. Isso serve para mostrar a inexistência de uma realidade única. Digamos, portanto, que a realidade é subjetiva e que a cópia dela, quando passada pelas escolhas de um sujeito, deixa de ser fiel, para ser uma versão.


Melhor explicando, basta pensarmos em uma simples conversa. Quando vamos descrever uma situação a alguém, escolhemos as palavras que serão usadas e a ordem dos acontecimentos, damos ênfase em certas ações e excluímos outras. Assim, a situação contada é muito diferente daquela que realmente aconteceu. Na fotografia, não poderia existir outra lógica. Todo mundo já deve ter feito escolhas ao fotografar. Escolhemos o melhor ângulo, a orientação (vertical, horizontal ou diagonal), o que iremos fotografar e etc. Por todas essas escolhas é impossível dizer que conseguimos retratar a realidade tal como ela é.


Após essa explicação, voltemos à resposta: Fotografia é Escolha. Essa escolha parte de alguém, no caso, um fotógrafo, que será influenciado por vários outros fatores que o cercam. Os fotógrafos de jornais (fotojornalistas), por exemplo, são influenciados pela pauta, que por sua vez, é influenciada pela linha editorial do jornal, que será influenciada por um público leitor e ao mesmo tempo pelos interesses empresariais, comerciais ou políticos do veículo. Outro exemplo é o do fotógrafo de família. Ele será influenciado por sua relação com a mesma, uma vez que escolherá quem fotografar, por importância ou afinidade, e ao mesmo tempo terá a preocupação em registrar os momentos sem uma pressão sob o seu fazer. Ele ainda será influenciado pela sua técnica ou pelo seu saber técnico de fotografia.


A partir de agora, começamos o processo de alfabetização visual. Quando vemos uma fotografia, não estamos vendo a realidade e sim, uma versão dela. E se nos perguntarem o que é fotografia, podemos responder que ela é um conjunto de escolhas feito por um fotógrafo que sofrerá influência de diversos fatores, como sua história de vida, seu gosto por fotografias, sua formação, suas vontades, seu trabalho, seu conhecimento técnico, etc. Fotografar nada mais é do que ato de conhecermos a nós mesmos por meio de um conjunto de escolhas.

01/05/2010

Para quem quer iniciar

Uma boa dica para os interessados em iniciar no mundo da fotografia é a leitura do “Curso Digital de Fotografia da National Geographic”.
Para quem não conhece, a National Geographic é uma das maiores revistas do mundo se tratando de fotojornalismo. Ela é marcada pela liberdade de temas, que variam desde as fotografias de natureza, até as de guerra. Anualmente a revista lança cursos em versão impressa ou digital que visam partilhar técnicas e experiências de seus fotógrafos. Por isso o curso é um dos melhores do mercado.
Outra característica de seus cursos digitais é a interatividade. O usuário pode ver em animações o efeito de cada ajuste da máquina ou, mesmo, praticar noções de enquadramento e composição. Assim, além de receber o conteúdo, ele pode aplicá-lo nas diversas simulações.

Para os que não possuem verba suficiente para comprar o curso nas bancas, a seguir estão os links para download:

Parte 1 - Parte 2 - Parte 3 - Parte 4 - Parte 5 - Parte 6 - Parte 7 - Parte 8
As partes deverão ser colocadas em uma mesma pasta e descompactadas com o Winrar.